
A engenharia da sustentabilidade no futuro da indústria
Danielle Inocente
Especialista em Sistemas de Filtragem da Koria
Quando se fala em sustentabilidade industrial, muitos ainda pensam apenas em energia limpa ou descarte correto de resíduos. Porém, há uma frente silenciosa, técnica e decisiva nesse processo: os sistemas de filtragem e as cabines de pintura. É ali, na contenção e no tratamento do ar e dos resíduos, que começa a diferença entre uma operação ambientalmente responsável e uma que apenas aparenta ser.
A cabine de pintura é um ambiente controlado, que impede a contaminação da peça e protege o operador da exposição a particulados e compostos voláteis. Ao mesmo tempo, os sistemas de filtragem instalados na exaustão fazem o trabalho invisível, em que tratam quimicamente e fisicamente os resíduos, impedindo que poluentes sejam liberados na atmosfera. É o tipo de tecnologia que une qualidade de produção, segurança e sustentabilidade.
Ainda assim, o tema continua subestimado em boa parte das indústrias. O problema é cultural e técnico: muitas vezes, o investimento em filtragem adequada é visto como custo e não como retorno. Isso abre espaço para projetos mal dimensionados, sistemas sem manutenção e filtros de baixa eficiência. Além do impacto ambiental, esse descuido compromete o resultado produtivo, gera retrabalho e aumenta o consumo de tinta e energia. Em alguns casos, a má renovação do ar chega a causar contaminação interna e até riscos de incêndio, consequências diretas de escolhas erradas ou simplificadas demais.
A legislação brasileira exige que cabines e sistemas de exaustão devem atender normas de controle de emissões, ventilação e segurança, como as resoluções CONAMA 382 e 430, além das NRs 9 e 15. O cumprimento dessas normas não é apenas burocracia, mas sim prevenção de riscos, proteção à saúde e garantia de competitividade. Empresas que tratam essa etapa com seriedade ampliam sua eficiência energética, reduzem resíduos e fortalecem compromissos ESG de forma tangível.

