
Microsoft demite 1.900 funcionários da divisão de videogames
A demissão na divisão de videogames da Microsoft chocou o setor de tecnologia. Quase 2.000 trabalhadores foram dispensados após a fusão de $69 bilhões (£54.3bn) da empresa. A notícia veio através de um memorando do chefe do Xbox, Phil Spencer, enviado aos funcionários, informando que a empresa planeja dispensar 1.900 de seus 22.000 funcionários.
A decisão dolorosa, como descrita por Spencer, ocorreu três meses após a gigante do software adquirir a Activision-Blizzard, conhecida pelas séries Call of Duty e Warcraft. O memorando sugere que a equipe dentro da divisão Xbox e da editora Zenimax – que supervisiona estúdios como Bethesda e Arkane – também será afetada.
Relatórios também sugerem que o projeto de jogo de sobrevivência em andamento da Blizzard, conhecido como Odyssey, foi cancelado. A Microsoft finalmente comprou a Activision-Blizzard e o criador do Candy Crush, King, em setembro passado, após uma série de batalhas com reguladores.
Após a conclusão do negócio, o CEO da Activision, Bobby Kotick, deixou a empresa e não foi diretamente substituído. Na sequência das últimas notícias, outra figura sênior da empresa anunciou sua partida. O chefe da Blizzard, Mike Ybarra, que trabalhou anteriormente na Microsoft, disse em um comunicado que foi “uma honra” liderar a empresa “durante um tempo incrível” e que voltaria a ser seu “maior fã de fora”.
A indústria de videogames e tecnologia foi atingida por uma série de demissões já este ano, seguindo uma série de anúncios de redundância em 2023. No início desta semana, a Riot Games, que faz o League of Legends, anunciou que estava dispensando 11% de sua força de trabalho global.
A demissão na divisão de videogames da Microsoft é apenas mais um exemplo das mudanças drásticas que estão ocorrendo no setor de tecnologia. Com a constante evolução do setor, é provável que vejamos mais mudanças no futuro.

