
Revestimentos cerâmico e antiaderente: complementaridade tecnológica a serviço do consumidor
Marcos Téche Vieira
Gestor comercial da Multiflon
A comparação entre panelas, frigideiras e outros utensílios de cozinha como esses, com revestimentos cerâmico e antiaderentes tradicionais, não deve ser conduzida sob a lógica de superioridade, mas a partir da compreensão de como cada tecnologia contribui para a diversificação de catálogo e o atendimento de diferentes perfis de consumidores. Em um mercado cada vez mais segmentado, ampliar opções tornou-se uma estratégia tão relevante quanto aperfeiçoar produtos já consolidados.
Os produtos antiaderentes utilizam revestimentos poliméricos, como o PTFE, aplicados sobre uma base, geralmente, de alumínio para criar uma superfície de baixa aderência para os alimentos. Essa tecnologia é amplamente reconhecida por sua eficiência em preparos delicados e pela facilidade de limpeza, atributos valorizados no uso cotidiano. Já o revestimento cerâmico é produzido a partir de compostos minerais, como a sílica, formando uma camada inorgânica com características próprias de resistência térmica e acabamento.
Essas diferenças estruturais resultam em comportamentos distintos durante o uso. Enquanto o antiaderente tradicional oferece desempenho consistente em condições controladas de temperatura e manuseio, o cerâmico amplia as alternativas ao apresentar outra composição de materiais e uma resposta diferente ao calor. Trata-se, portanto, de tecnologias complementares, e não concorrentes diretas.
Do ponto de vista estratégico, incorporar linhas cerâmicas ao portfólio permite dialogar com consumidores atentos à origem dos materiais e às tendências de design e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que se preserva a relevância das linhas antiaderentes, já consolidadas no mercado. A coexistência dessas soluções amplia a capacidade de resposta das marcas às demandas de lojistas, distribuidores e consumidores finais.
Dessa forma, ao reconhecer que diferentes tecnologias atendem a expectativas, hábitos e critérios distintos de escolha, fabricantes e distribuidores ampliam seu alcance e fortalecem sua proposta de valor. Assim, a diversificação passa a ser um instrumento estratégico para oferecer soluções complementares, alinhadas às múltiplas formas de cozinhar e de consumir.

