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A Urgência de uma Energia Não Apenas Constante, Mas Inteligente
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A Urgência de uma Energia Não Apenas Constante, Mas Inteligente

Redação3 min de leitura

Com recordes de 1,32 bilhão de toneladas de cargas, setor portuário brasileiro adota painéis que monitoram rede em tempo real e permitem manutenção sem parar operação Entre guindastes imensos que puxam contêineres, empilhadeiras que cortam filas de caminhões e navios que chegam com exatidão milimétrica, está um dos maiores desafios logísticos do Brasil: manter a …

Com recordes de 1,32 bilhão de toneladas de cargas, setor portuário brasileiro adota painéis que monitoram rede em tempo real e permitem manutenção sem parar operação

Entre guindastes imensos que puxam contêineres, empilhadeiras que cortam filas de caminhões e navios que chegam com exatidão milimétrica, está um dos maiores desafios logísticos do Brasil: manter a continuidade, minuto a minuto, das operações em um porto.

A alta demanda por exportações de grãos, minérios e produtos industrializados fez das estruturas portuárias um ponto crítico da economia, onde qualquer falha elétrica pode custar milhões.

Com o setor portuário atingindo recordes — 1,32 bilhão de toneladas de cargas em 2024, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) — e com as cargas conteinerizadas crescendo cerca de 20%, os números mostram que os portos estão cada vez mais sob pressão.

Mais volume, mais contêineres, mais turnos e, consequentemente, mais necessidade de confiabilidade. Nesse ambiente, a infraestrutura elétrica, que antes podia ser considerada um “dado adquirido” — isto é, assumia-se que os sistemas iriam funcionar normalmente —, passa a exigir atenção redobrada em engenharia, seleção de sistemas, automação e monitoramento remoto.

“Quando falamos de porto, estamos falando de carga, de risco, de prazo e de pessoas trabalhando com máquinas pesadas”, ressalta o engenheiro eletricista Fábio Amaral, CEO da Engerey Painéis Elétricos.

Fábio Amaral, CEO da Engerey Painéis Elétricos

O engenheiro destaca que “se um painel elétrico falhar, como por exemplo, um disjuntor desarmar indevidamente ou um cabo sobreaquecer, gera-se risco de interrupção ou até de incêndio. No cenário da logística portuária, essa falha reverbera muito além da sala de manutenção — pode significar navio aguardando, filas de caminhões paradas, atraso no embarque ou desembarque e, claro, custos altos”.

Junto a toda essa infraestrutura portuária há uma rede complexa de energia. Painéis, transformadores, disjuntores e sistemas de proteção garantem o funcionamento das máquinas e a segurança dos trabalhadores. “Mas, até pouco tempo atrás, esses equipamentos operavam ‘no escuro’, isto é, só se sabia de um problema depois que ele acontecia”, diz Amaral.

A tecnologia tem acompanhado todo esse avanço no setor, e sistemas inteligentes trabalham para que cada etapa da operação portuária funcione com segurança e continuidade.

“Um exemplo são os painéis de média tensão SM6 Connected, que garantem a continuidade das operações por meio do monitoramento inteligente de seus componentes internos. Com isso, o engenheiro pode verificar o status do equipamento de forma remota e programar manutenções preventivas antes que uma falha ocorra — tudo sem interromper as atividades. É um avanço significativo em relação aos painéis convencionais, que exigem a parada total do sistema para reparos”, destaca Amaral.

Segundo o especialista, o mesmo conceito é aplicado aos painéis elétricos de baixa tensão, como os PrismaSet da Schneider Electric, fornecidos no Brasil pela Engerey que também têm a conectividade como seu principal diferencial.

Além disso, painéis elétricos inteligentes possuem mecanismos que não protegem apenas a infraestrutura, mas também os operadores que atuam dentro do ambiente portuário, um dos mais arriscados do setor logístico.

“Quando o sistema detecta um risco e atua de forma automática, reduz-se drasticamente a exposição de técnicos e eletricistas a situações de perigo. É segurança física e operacional ao mesmo tempo”, observa.

A tendência é que os painéis elétricos passem a conversar com sistemas de gestão em nuvem, gerando dados em tempo real sobre consumo, eficiência e riscos — o que deve transformar o conceito de manutenção e gestão portuária.

“Estamos entrando em uma era em que a infraestrutura elétrica será tão conectada quanto o próprio terminal de cargas”, diz Amaral. “Isso muda tudo: o porto passa a operar de forma preditiva, e não mais reativa”, conclui.

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