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Baixa carga de amônia debate segurança e eficiência na refrigeração industrial
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Baixa carga de amônia debate segurança e eficiência na refrigeração industrial

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Em resumo

A Danfoss apresenta no XXXII Seminário Internacional IIAR, em Londrina, os benefícios dos sistemas de baixa carga de amônia para refrigeração industrial.

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Baixa carga de amônia entra em debate sobre segurança e eficiência na refrigeração industrialDanfoss participa do XXXII Seminário Internacional IIAR, em Londrina, com palestra sobre baixa carga de amônia em sistemas de refrigeração industrial

A Danfoss participa do XXXII Seminário Internacional IIAR de Refrigeração Industrial para a América Latina com uma palestra dedicada aos sistemas de baixa carga de amônia. Patrocinadora do evento, promovido pelo Capítulo Brasil do International Institute of All-Natural Refrigeration (IIAR) nos dias 11 e 12 de novembro, em Londrina (PR), a companhia apresenta o tema no dia 11, às 17h45, em palestra conduzida pelo engenheiro de vendas Gilberto Souza.

A amônia (R-717) é, há décadas, o refrigerante de referência em sistemas de refrigeração industrial. Por ser um fluido natural, oferece alto rendimento em aplicações de baixa temperatura, como congelamento e armazenagem de proteína animal, além de não ter potencial de aquecimento global ou de destruição da camada de ozônio. A contrapartida é a toxicidade, que exige projeto, operação e manutenção rigorosos, em linha com normas como a ABNT NBR 16069, a NR-13 e os padrões internacionais do próprio IIAR.

É nesse ponto que entram os sistemas de baixa carga. Segundo a Danfoss, eles operam com cerca de 0,5 a 2,7 kg de amônia por tonelada de refrigeração (TR), ante 9 a 13,6 kg nos sistemas tradicionais. A redução do volume em circulação diminui o potencial de vazamentos, reduz custos de instalação e manutenção e torna o refrigerante viável em plantas de menor porte, historicamente atendidas por fluidos sintéticos.

O movimento ganha tração com a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, promulgada no Brasil desde 2023, que prevê a redução gradual do consumo de hidrofluorcarbonos (HFCs): 10% até 2029 e 80% até 2045.

A empresa também leva a discussão para as plantas que já estão em operação, um dos eixos da programação do seminário. Lançado globalmente em 2024, o NeoCharge, solução da Danfoss do tipo plug and play, permite que sistemas industriais de recirculação ou de expansão direta passem a operar com baixa carga sem a necessidade de substituir toda a instalação.

De acordo com a companhia, a tecnologia reduz a carga de amônia em 30% a 40% em sistemas existentes, e ainda mais em projetos novos, além de diminuir os custos de energia em até 15% e ampliar em até 40% a capacidade das câmaras frigoríficas com a mesma carga de refrigerante.

Na palestra, Gilberto Souza vai abordar os princípios de projeto dos sistemas de baixa carga, os ganhos de segurança e de eficiência e os critérios para aplicação tanto em novas instalações quanto em modernizações. "O objetivo é mostrar, com base em casos práticos, que reduzir a carga de amônia não significa abrir mão da capacidade ou desempenho. Pelo contrário: bem projetado, o sistema fica mais seguro, mais eficiente e mais simples de operar", diz.

A escolha de Londrina não é casual. O Paraná é o maior produtor e exportador de carne de frango do país, e o norte do estado concentra frigoríficos, cooperativas e centros de distribuição que dependem de refrigeração industrial em larga escala. A programação do seminário reflete essa realidade e inclui normas IIAR e fundamentos de projeto, segurança com amônia, CO₂ e hidrocarbonetos, túneis de congelamento, eficiência energética e impactos tarifários, reaproveitamento de calor, além de retrofit e automação de plantas existentes.

"A indústria brasileira de alimentos precisa ampliar a capacidade de frio, reduzir custos de energia e cumprir metas climáticas ao mesmo tempo. Os sistemas com baixa carga de amônia respondem a essas três frentes: mantém a eficiência de um refrigerante natural e reduz de forma significativa o risco operacional. Estar em Londrina, no coração da agroindústria paranaense, é uma oportunidade de discutir essa transição diretamente com quem opera as plantas", afirma Enri Tunkel, Diretor de Vendas de Refrigeração Industrial da Danfoss.

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