
Juros altos ferem a indústria e freiam a economia brasileira, alerta presidente do Ciesp
Em resumo
Presidente do Ciesp afirma que a taxa Selic em patamar elevado freia investimentos e foi decisiva para a retração da indústria no 2º trimestre.
| Setor | Indústria e Economia |
|---|---|
| Publicado em | |
| Autoria | Redação Indústria S/A |
| Tempo de leitura | 2 min |
Juros altos ferem a indústria e freiam a economia, frisa Cervone O presidente do CIESP avalia que a Selic em nível elevado foi uma das responsáveis pela queda de 0,4% da indústria de transformação no segundo trimestre, apontada pelo IBGE. “Após a deflação de 0,32% registrada em agosto, entendemos que o Copom mostrou sensibilidade diante do momento, ao seguir na trajetória de redução da Selic”, pondera Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Ele salienta: “A desculpa do controle inflacionário está cada vez mais desgastada para justificar os juros tão elevados com os quais a economia nacional tem convivido”.
Cervone lembra que os próprios analistas do mercado financeiro, como demonstra o Boletim Focus de segunda-feira (14/9), continuam, pela terceira semana consecutiva, reduzindo a projeção para o IPCA de 2026. “Assim, espero que não se concretize a expectativa do mercado de que este ano teremos somente mais uma queda na taxa, de 14% para 13,75%, o que manteria o juro real brasileiro no topo mundial. Precisamos de uma redução mais expressiva para dar fôlego à economia no último trimestre de 2026”.
O presidente do Ciesp avalia que a Selic em nível elevado foi uma das responsáveis pela queda de 0,4% da indústria de transformação no segundo trimestre, apontada pelo IBGE. Ele ressalta que o setor, que depende de investimentos constantes em bens de capital, tecnologia e qualificação profissional, sente de maneira mais grave o peso do dinheiro caro.
Esse efeito também foi evidenciado por nova pesquisa divulgada pela CNI: a Consulta Empresarial de agosto indicou que 57% das empresas do setor preveem queda na margem líquida nos próximos três meses, pressionadas pelo aumento das necessidades de capital de giro e pelo encarecimento do crédito.
“É preciso resolver essa questão dos juros, que, somados ao rombo fiscal, estão ferindo a indústria e impedindo a economia brasileira de avançar de modo mais robusto. Isso significa empregos que deixam de ser criados, maior endividamento de pessoas físicas e jurídicas e investimentos contidos”, conclui Cervone.
Assessoria de Imprensa - CIESP
Leia também

JBS e Grupo Viva criam maior processadora de couros do mundo em joint venture

Metalúrgica Buzin, de Caxias do Sul, pede Recuperação Judicial para reestruturar dívidas

Indústria catarinense lidera contratação de mulheres no Brasil; empresa de SC tem 70% de mulheres no quadro
