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Mercado brasileiro de sucata ferrosa registra preços estáveis e incerteza

Mercado brasileiro de sucata ferrosa registra preços estáveis e incerteza

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Não houve mudanças no mercado de sucata ferrosa do Brasil, que registrou uma demanda persistentemente baixa na semana até 11 de setembro, em meio a uma sensação mais generalizada de incerteza, disseram participantes.

Um comprador disse que alguns recicladores até tentaram reajustar alguns preços, porém sem sucesso, dada a falta quase total de movimentação nas usinas. “Eu soube apenas de pequenas mudanças em uma usina, cujo preço estava bem mais baixo que o do mercado, e por motivos específicos”, disse.

Segundo ele, o consumo de sucata de estamparia diminuiu muito nas fundições e a sucata premium deixou de ser muito relevante nos últimos três meses. “O prêmio entre a sucata de estamparia e o ferro-gusa exportação já chegou a 20-25%, mas hoje está mais próximo de 10%”, explicou.

“Com a queda nas fundições, os baixos preços do ferro-gusa e a falta de demanda, observamos um excesso de oferta de sucata de estamparia – material premium em um mercado que tem pouca demanda por ele”, acrescentou.

Um reciclador de médio porte previu nova desvalorização da sucata de estamparia, dado o baixo consumo nas siderúrgicas e fundições.

Um fornecedor do setor automotivo local disse que havia forte pressão para reduzir o valor da sucata de estamparia, de R$ 1.400-1.300/t para R$ 1.300-1.200/t.

Um fabricante de autopeças apontou que havia incerteza entre todos os participantes do setor e acrescentou ainda que havia novos fechamentos ou desativações de fornos nas siderúrgicas.

“A esperança dos recicladores é por melhores preços de exportação para que consigam resistir à pressão das usinas e de algumas fundições. Se houver qualquer aumento de preços, será por causa da proximidade do fim do ano, quando sempre há limitações de produção”, acrescentou.

Fontes do mercado também indicaram recentes exportações de sucata de cavaco de aço, material que nos últimos meses permaneceu em baixa devido ao alto nível de impurezas encontrado nas entregas.

Outras duas fontes no mercado apontaram para a falta de contêineres no Brasil nos últimos meses, o que reduziu a competitividade da sucata em relação às commodities agrícolas locais. “A oferta local de contêineres está boa, mas não suficiente para grandes volumes nos dois setores ao mesmo tempo”, disse uma das fontes.

A avaliação semanal Platts da sucata de estamparia brasileira ficou estável em R$ 1.025/t FOT, com base na faixa de R$ 900-1.150/t das transações, ofertas de compra e de venda mais repetíveis. A sucata miúda pesada (HMS) e a sucata de cavaco de aço ficaram inalteradas em R$ 1.000/t FOT e R$ 650/t FOT, respectivamente.

As exportações brasileiras de sucata ferrosa totalizaram 64.731 t em agosto, um aumento de 110% ante o mesmo período do ano passado. O avanço foi de 11% na comparação com as 58.376 t registradas julho, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). De janeiro a agosto, as exportações brasileiras de sucata totalizaram 476.493 t, uma alta de 78% ante os mesmos meses do ano anterior. Em agosto, a Índia seguiu como principal comprador do material brasileiro em 2023.

 

A Platts é parte da S&P Global Commodity Insights.

Fonte: Platts

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