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Mudanças no consumo impulsionam setor de casa e decoração, que cresce 91,7% em dez anos
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Mudanças no consumo impulsionam setor de casa e decoração, que cresce 91,7% em dez anos

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Em resumo

Impulsionado por novos hábitos de consumo, o setor de casa e decoração registrou alta de 91,7% no valor gerado pela indústria nacional em uma década, atingindo R$ 72,2 bilhões.

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Mudanças no hábito de consumo fazem setor de casa e decoração crescer 91,7% em dez anos

Crescimento acompanha uma década de atuação da ABCASA e reflete transformação do segmento

O mercado de produtos para casa e decoração ganhou espaço na vida e no orçamento dos brasileiros na última década. Entre 2016 e 2025, o valor gerado pela indústria nacional do setor cresceu 91,7%, passando de R$ 37,7 bilhões para R$ 72,2 bilhões, enquanto o consumo de produtos para casa avançou 27% no mesmo período. Os dados fazem parte de estudo realizado pela ABCASA Associação Brasileira de Produtos para Casa e Celebrações, em parceria com o IEMI – Inteligência de Mercado, como parte das ações que marcam os dez anos da entidade.

"Esse período nos mostra que o setor soube se reinventar diante dos cenários econômicos. O crescimento não foi linear, mas houve um movimento consistente de fortalecimento da indústria brasileira e de transformação do mercado”, afirma Eduardo Cincinato, presidente da Associação.

O desempenho mostra uma trajetória de expansão ao longo da década. Entre 2016 e 2025, o número de funcionários diretos da indústria chegou a 484,7 mil, alta de 2,2%. As exportações também avançaram 45,4%, passando de US$ 587 milhões para US$ 853 milhões.

No varejo, considerando a série histórica do IEMI de 2018 a 2025, as vendas passaram de R$ 76,1 bilhões para R$ 129,5 bilhões, alta de 70,2%. O número de pontos de venda cresceu 4,9%, enquanto a mão de obra total empregada pelo setor chegou a 2,8 milhões de pessoas, expansão de 7,7%.

Novos hábitos redesenham o consumo dentro de casa

Em 2025, o consumo per capita de produtos do setor chegou a R$ 607 por ano, avanço de 12,3% na comparação com o ano anterior. Já o consumo médio por domicílio alcançou R$ 1.682, alta de 10,4%.

A evolução acontece em paralelo a mudanças demográficas no Brasil. Nos últimos dez anos, o crescimento da população caiu de 0,73% para 0,39%, enquanto a parcela de brasileiros com mais de 45 anos passou de 30% para 38%. No período, a idade média da população chegou a 36 anos.

Esse movimento ajuda a explicar novas demandas dentro de casa, com preferência por atributos como conforto, funcionalidade e qualidade de vida ganhando espaço nas decisões de consumo.

Para 2026, as projeções do IEMI apontam continuidade do crescimento, ainda que em um ritmo mais moderado, com expectativa de alta de 1,9% para a indústria e de 4,5% para o varejo em relação a 2025. Entre janeiro e maio, a indústria cresceu 2,2%, enquanto o varejo avançou 2,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

“Encerramos essa década com a confiança de que o setor de casa continuará sendo protagonista no consumo das famílias brasileiras. Os números deste ano reforçam esse otimismo e a Associação segue trabalhando para que a indústria nacional tenha cada vez mais competitividade e representatividade”, conclui Eduardo Cincinato.

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