
Setor imobiliário do Sul busca edifícios net-zero com tecnologia da Schneider Electric
Em resumo
O setor imobiliário da região Sul do Brasil acelera a busca por empreendimentos net-zero, com o apoio tecnológico da Schneider Electric. A multinacional, com fábrica em Blumenau (SC), fornece inteligência de dados e infraestrutura elétrica para otimizar a operação de arranha-céus e elevar a rentabilidade dos ativos, impulsionando a sustentabilidade na construção civil.
| Setor | Construção Civil |
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| Publicado em | |
| Autoria | Redação Indústria S/A |
| Tempo de leitura | 4 min |
Setor imobiliário da região sul do Brasil acelera busca por edifícios net-zero com apoio tecnológico da Schneider Electric. Com fábrica em Blumenau (SC), multinacional fornece inteligência de dados e infraestrutura elétrica para otimizar operação de arranha-céus e elevar rentabilidade de ativos São Paulo (Brasil), setembro de 2026 - O aquecimento da construção civil brasileira consolidou uma nova prioridade para construtoras e investidores: a busca por empreendimentos net-zero, concebidos para neutralizar suas emissões líquidas de carbono.
A Schneider Electric, líder global em tecnologia de energia, atua ativamente para propiciar essa jornada climática ao atender à demanda da região sul do país. A companhia consolida sua posição como provedora de ecossistemas prediais totalmente elétricos e digitalmente integrados, combinando inovação tecnológica com excelência logística proporcionada por sua unidade fabril em Blumenau (SC).
O reflexo dessa sofisticação imobiliária é evidente no litoral catarinense, que hoje lidera a valorização nacional. O Índice FipeZAP de agosto de 2026 mostra que cidades como Itapema (R$ 15. 403/m²) e Balneário Camboriú (R$ 15. 343/m²) registram alguns dos metros quadrados mais caros do Brasil. Simultaneamente, um alerta do Relatório de Status Global para Edifícios e Construção, produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Aliança Global para Edificações e Construção (GlobalABC), aponta o segmento de edificações como responsável por 37% das emissões de gases de efeito estufa no planeta.
Diante de um mercado de altíssimo padrão, a sustentabilidade se converteu em um requisito estrito para atrair moradores e proteger os investimentos ao longo do tempo.
“No mercado corporativo e de infraestrutura, o valor de um ativo sempre esteve associado à localização e ao custo da obra. Hoje, a volatilidade tarifária e as novas diretrizes de financiadores tornaram a eficiência a principal métrica de preservação de capital. Um ativo ineficiente virou um passivo”, pontua Patrícia Cavalcanti, vice-presidente de Digital Energy e Power Products da Schneider Electric para a América do Sul.
A avaliação da executiva é respaldada pelo relatório ”Sustainability is a Key Factor in Making Office Space Decisions”, da CBRE, o qual indica que 55% dos ocupantes consideram a certificação ambiental decisiva seja para escolher um imóvel ou definir o valor pago pelo espaço.
Soluções integradas em prol dos edifícios net-zero
Para atingir as metas de descarbonização e firmar o padrão net-zero, a automação e a arquitetura preditiva assumem um papel central. Nesse sentido, o portfólio da Schneider Electric vai muito além do monitoramento básico, utilizando a plataforma aberta EcoStruxure Building associada a soluções de microrredes e softwares de gestão para entregar uma infraestrutura capaz de gerenciar a própria demanda de energia em tempo real.
A tecnologia reúne uma combinação de sensores IoT e eletrificação inteligente para calibrar o consumo no momento exato em que ele ocorre. Essa dinâmica orquestra sistemas como climatização e iluminação conforme a ocupação real do espaço, eliminando os desperdícios invisíveis de operação. A arquitetura digital prepara o ativo para fazer parte da geração local de fontes limpas, como painéis fotovoltaicos, e gerenciar o excedente.
Esse modelo funciona tanto para novos arranha-céus como para a modernização de condomínios já existentes - processo conhecido no mercado como retrofit digital.
A viabilidade técnica desse ecossistema já é uma realidade provada pela companhia. O edifício IntenCity, instalação da Schneider Electric na França, aplica essa mesma inteligência de dados para operar de maneira autossuficiente. O complexo consome apenas 37 kWh/m² por ano - valor quase dez vezes menor do que a média dos prédios empresariais europeus tradicionais.
Essa gestão milimétrica da infraestrutura transborda o benefício financeiro e impacta de maneira contundente a saúde e bem-estar dos ocupantes. O controle rigoroso do clima interno, assegurado pela tecnologia da marca, atua diretamente na prevenção da Síndrome do Edifício Doente. De acordo com o estudo COGfx, da Universidade de Harvard, a alta renovação de ar e a baixa concentração de CO₂ geram um salto de 61% a 101% na função cognitiva.
O mesmo levantamento científico comprova que a filtragem contínua e a estabilidade térmica reduzem o absenteísmo médico em 35% e impulsionam a exatidão das tarefas em até 10%.
DNA catarinense: produção alavanca o mercado de baixo carbono
Em operação há mais de 50 anos, a unidade de Blumenau da Schneider Electric é classificada como uma smart factory devido ao seu alto grau de digitalização, à excelência operacional e ao compromisso com práticas sustentáveis. Desde 2021, toda a energia elétrica empregada na fábrica é proveniente de fontes 100% renováveis. Em 2024, a planta concluiu a transição para processos totalmente eletrificados, erradicando o uso de combustíveis fósseis em fornos, compressores e demais equipamentos industriais, o que qualificou o selo de “Zero CO²”.
A fábrica emprega cerca de 400 pessoas e é responsável pela produção de equipamentos de distribuição elétrica de baixa e média tensão, digitais e ecoeficientes, abastecendo mercados eletrointensivos no Brasil, na América Latina e em outros países. A unidade também abriga um centro de engenharia e integração de subestações modulares para suprir o continente sul-americano.
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