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Stellantis vê a Índia como um mercado lucrativo

Stellantis vê a Índia como um mercado lucrativo

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O CEO da Stellantis, Carlos Tavares, espera que a Índia seja um mercado lucrativo e uma oportunidade de crescimento maior do que a montadora esperava anteriormente, pois enfrenta desafios em países como China e Rússia.

A Índia, onde a Stellantis vende suas marcas Jeep e Citroen, representa uma fração das vendas globais da montadora, mas Tavares disse que espera que as receitas no país do sul da Ásia mais do que dobrem até 2030, e que as margens de lucro operacional sejam de dois dígitos dentro do próximos dois anos.

As montadoras ocidentais há anos lutam para ganhar dinheiro na Índia, um mercado dominado pelas asiáticas Suzuki e Hyundai com seus carros pequenos e de baixo custo.

“Ser lucrativo na Índia é possível se você fizer as coisas do jeito indiano”, afirmou Tavares na terça-feira.

Segundo o CEO isso inclui o fornecimento de peças localmente e a integração vertical da cadeia de suprimentos para manter os custos baixos e a engenharia de carros localmente com recursos que os consumidores indianos desejam e estão dispostos a pagar.

A Stellantis delineou uma nova estratégia do grupo para aumentar a receita e manter as margens de lucro altas à medida que intensifica os esforços para lançar veículos elétricos.

O foco na Índia vem em um momento em que a montadora enfrenta ventos contrários na China, onde está ajustando sua estratégia em meio a vendas defasadas e forte concorrência, e na Rússia, onde suspendeu a produção devido à guerra na Ucrânia.

“Os desafios estão dando à Índia uma oportunidade maior, ainda maior do que no passado”, disse Tavares.

No centro de seu plano na Índia está o programa de plataforma de carros inteligentes da Stellantis, desenvolvido no país para permitir o lançamento de carros pequenos movidos à gasolina, com menos de quatro metros de comprimento. Carros pequenos são tributados a taxas mais baixas, tornando-os mais acessíveis.

A montadora também lançará versões elétricas de seus carros pequenos a partir do próximo ano.

Carros pequenos têm sido um calcanhar de Aquiles para a maioria das montadoras globais na Índia e tentar competir nesse espaço tem sido uma corrida perdida para empresas como Ford e General Motors, levando a suas eventuais saídas.

Mas Tavares está confiante na abordagem da Stellantis – antes de construir carros, ela fortaleceu sua cadeia de suprimentos.

A Stellantis fabrica seus powertrains e transmissões localmente e obtém mais de 90% do conteúdo de veículos na Índia.

Sua fábrica de motores no sul da Índia é uma referência global em custo e qualidade e planeja fazer o mesmo em suas duas fábricas de automóveis, onde fabrica SUVs Jeep e carros Citroen.

“Estamos trabalhando há muitos anos na localização, integração vertical na Índia, para aproveitar a frugalidade inteligente do país”.

A Stellantis investiu mais de 1 bilhão de euros (US$ 1,05 bilhão) em suas operações indianas desde 2015.

Segundo Tavares, a montadora também pretende adquirir células e baterias da Índia sempre que a cadeia de suprimentos se desenvolver, acrescentando que essa seria a única maneira de construir veículos elétricos acessíveis.

A Stellantis tem menos de 1% do mercado de automóveis da Índia de 3 milhões de unidades por ano, mas Tavares disse que não está perseguindo volumes na Índia ou globalmente.

“Acreditamos que o mundo está mudando e, em alguns casos, ser muito grande pode ser uma penalidade”.

Fonte: Automotive News

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