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Unidade de Catalisadores da Umicore no Brasil completa 35 anos de operação
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Unidade de Catalisadores da Umicore no Brasil completa 35 anos de operação

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Em resumo

Pioneira no setor na América do Sul, a unidade da Umicore em Americana (SP) celebra 35 anos de história, acompanhando a evolução das emissões veiculares e do Proconve no país.

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AutoriaRedação Indústria S/A
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Unidade de Catalisadores Automotivos da Umicore no Brasil completa 35 anos Pioneira na produção de catalisadores automotivos na América do Sul, fábrica acompanha há mais de três décadas a evolução tecnológica do componente e do controle de emissões no país Marco coincide com os 40 anos do Proconve e reforça trajetória de investimentos em produção, desenvolvimento tecnológico e soluções para o mercado brasileiro.

A unidade de Catalisadores Automotivos da Umicore em Americana (SP) completou 35 anos de atuação no Brasil. Inaugurada em outubro de 1991, a fábrica foi pioneira na produção de catalisadores automotivos na América do Sul e, desde então, acompanhou as transformações tecnológicas do componente e o avanço das exigências para o controle de emissões veiculares no país.

Ao longo da operação, a planta já produziu mais de 65 milhões de catalisadores. Sua trajetória está diretamente ligada ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que completou 40 anos em 2026. Com a entrada em vigor da segunda fase do programa, em 1992, o catalisador passou a ser adotado nos veículos carburados produzidos no Brasil para atender aos novos limites de emissões.

“Chegar aos 35 anos no Brasil mostra a solidez de uma operação construída com conhecimento técnico, capacidade de adaptação e proximidade com a indústria automotiva. Ao longo dessa trajetória, consolidamos uma estrutura local preparada para responder às necessidades do mercado e seguir contribuindo para os próximos desafios relacionados à redução das emissões veiculares”, afirma Robert Gaskell, diretor sênior da unidade de Catalisadores Automotivos da Umicore na América do Sul.

Do catalisador de 1991 às tecnologias atuais

Desde os primeiros modelos produzidos em Americana, os catalisadores atuam no controle das emissões de monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos (HC) e etanol.

No início da produção, os catalisadores utilizavam uma única camada de washcoat, revestimento aplicado sobre o substrato e composto por alumina e óxidos de terras raras. Paládio, platina e ródio eram adicionados em uma etapa posterior do processo.

Com o tempo, esses metais nobres passaram a ser incorporados diretamente ao washcoat, eliminando uma etapa posterior de impregnação e contribuindo para melhorar o desempenho do catalisador. As composições também ganharam maior complexidade, com a incorporação de óxidos e outras terras raras.

A arquitetura do catalisador seguiu o mesmo movimento. Dos primeiros modelos de camada única, surgiram sistemas com duas camadas, capazes de distribuir diferentes metais nobres de acordo com sua função. Mais recentemente, foram desenvolvidas soluções com zonas distintas em uma mesma peça, permitindo aplicar diferentes composições de washcoat e quantidades de metais nobres em regiões específicas do substrato.

Essas mudanças ajudaram a responder a um dos principais desafios impostos pelas sucessivas fases do Proconve: atender a limites de emissões cada vez menores sem elevar na mesma proporção o uso de metais nobres.

“Quando comparamos um catalisador atual com aquele produzido no início da década de 1990, vemos uma transformação importante em materiais, formulações e na própria arquitetura do componente. Hoje conseguimos desenvolver soluções mais específicas para cada aplicação e utilizar os metais nobres de forma mais precisa, acompanhando as diferentes exigências do Proconve”, afirma Miguel Zoca, gerente de Aplicação de Produtos da unidade de Catalisadores Automotivos da Umicore no Brasil.

Tecnologia e desenvolvimento para o mercado brasileiro

A capacidade de desenvolvimento local começou a ser estruturada logo após a inauguração da fábrica. Em 1992, a Umicore criou em Americana o Centro de Tecnologia em Emissões Veiculares (CTEV). Atualmente, a estrutura tem capacidade para realizar cerca de 12 mil horas de ensaios por ano, o equivalente a uma média de dois mil testes anuais, e é acreditada segundo a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017.

O CTEV oferece serviços de desenvolvimento e validação de catalisadores e sistemas de pós-tratamento. A estrutura também é capaz de dar suporte à homologação de veículos híbridos no país.

“O mercado brasileiro tem particularidades que exigem soluções próprias, principalmente em razão da composição dos combustíveis e das diferentes configurações de motorização. Ter essa capacidade de desenvolvimento e testes no país nos permite trabalhar essas variáveis de forma mais próxima e acelerar a validação das tecnologias para cada aplicação”, afirma Claudio Furlan, diretor de Vendas da unidade de Catalisadores Automotivos da Umicore no Brasil.

Nova linha ampliou capacidade para atender ao Proconve L8

Em 2025, a Umicore inaugurou em Americana uma nova linha de produção de catalisadores para veículos leves, ampliando a capacidade da planta para atender às três fases do Proconve L8. A estrutura incorporou recursos voltados à precisão e à rastreabilidade do processo produtivo, além de motores de alta eficiência e fornos elétricos.

A planta reúne ainda iniciativas voltadas ao uso mais eficiente de recursos e à redução de impactos ambientais. No Brasil, 100% da eletricidade consumida pela Umicore vem de fontes renováveis e, em Americana, a unidade conta com sistema de aproveitamento de água da chuva. Na produção, o sequenciamento das atividades é planejado para reduzir os resíduos gerados na limpeza das linhas durante mudanças de configuração.

No CTEV, serviços de manutenção e calibração passaram a ser realizados internamente, evitando o envio de componentes ao exterior. Encapsulamentos utilizados nos testes também podem ser removidos e reaproveitados em novos ensaios, reduzindo o consumo de materiais, a geração de rejeitos e a necessidade de transporte.

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