
Crescimento da indústria de papel e celulose reforça demanda por lubrificantes industriais de alta performance
Por Rogério Campos
De acordo com o Relatório Anual de 2025, produzido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a produção de celulose no Brasil atingiu o recorde de 25,5 milhões de toneladas em 2024, representando um aumento de 5,2% em relação ao ano anterior. Com isto, no ranking mundial dos maiores produtores de celulose, o Brasil ocupa a segunda posição, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo volume de produção chegou a 48 milhões de toneladas em 2024. A nível de exportação, o Brasil é o atual líder mundial, com cerca de US$ 10,6 bilhões exportados em 2024.
Já no segmento de papel, embora mais moderado, o Brasil também vem apresentando crescimento, com volume de produção de 11,3 milhões de toneladas em 2024, o que representa um aumento de 4,6% em relação a 2023. Atualmente, o país ocupa a 7a colocação no ranking global, segundo o levantamento da Ibá.
Esse cenário positivo é resultado de uma combinação de fatores estruturais e conjunturais, incluindo investimentos em polos industriais em regiões estratégicas, como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, na construção de novas fábricas e expansão de grandes players globais. A crescente demanda por embalagens sustentáveis, impulsionada pelo comércio eletrônico e por políticas de redução de plásticos, também contribui para esse crescimento, assim como o aumento das exportações brasileiras.
Nesse ambiente de expansão e competitividade, a confiabilidade operacional torna-se essencial para a indústria de papel e celulose, e neste contexto a lubrificação assume um papel essencial, contribuindo diretamente para a eficiência produtiva do setor.
Lubrificação como fator crítico para a eficiência industrial
Caracterizada pela operação em condições severas, que incluem altas velocidades de operação, temperaturas elevadas, presença constante de água, vapor e produtos químicos, além de elevadas cargas mecânicas, a indústria de papel e celulose conta com desafios significativos relacionados à integridade dos ativos, o que exige soluções capazes de garantir desempenho, eficiência e segurança operacional.
Diante deste cenário, os lubrificantes desempenham uma função essencial para o setor, reduzindo o atrito, dissipando o calor e protegendo componentes contra desgaste, oxidação, corrosão e contaminação. Quando corretamente especificado e monitorado, o lubrificante contribui significativamente para a eficiência energética, redução de paradas não programadas e aumento da vida útil dos equipamentos, tornando-se essencial para garantir previsibilidade e segurança às operações.
Inovação, sustentabilidade e tendências tecnológicas
Com a evolução tecnológica e as demandas por sustentabilidade, a maneira como a lubrificação é realizada no setor vem se transformando. Entre as principais tendências estão o uso crescente de lubrificantes sintéticos, que oferecem maior estabilidade e permitem intervalos prolongados de manutenção, além da adoção de sistemas automatizados e soluções integradas de monitoramento on-line, que estão alinhadas aos conceitos de manutenção preditiva e indústria 4.0.
Paralelamente, a busca por alternativas ambientalmente responsáveis impulsiona a utilização de lubrificantes biodegradáveis em áreas sensíveis, contribuindo para a sustentabilidade das operações. Nesse contexto, as inovações incluem graxas de alta performance para temperaturas elevadas, óleos para mancais com ampla estabilidade térmica, lubrificantes sintéticos com bases avançadas, aditivação anticorrosiva otimizada e formulações com maior resistência ao cisalhamento.
Outro avanço relevante está no desenvolvimento de produtos com maior resistência à contaminação por água, característica essencial para ambientes úmidos e com vapor, como é o caso da indústria de papel e celulose. Essas tecnologias asseguram maior proteção aos equipamentos e contribuem para a redução de custos operacionais.
Desafios operacionais e impactos de falhas de lubrificação industrial
De um modo geral, a lubrificação está presente em praticamente todas as etapas do processo produtivo, desde o preparo da madeira até a fabricação do papel. Equipamentos como descascadores, picadores de toras, transportadores, mancais, compressores, turbinas, redutores, bombas e sistemas hidráulicos dependem diretamente de lubrificantes adequados para operar com eficiência e segurança.
Diante das condições severas vivencias pelo setor, a escolha do lubrificante deve considerar fatores como recomendações de fabricantes (OEMs), criticidade dos equipamentos, ambiente de operação e histórico de desempenho. Quando não gerenciadas adequadamente, essas condições podem resultar em falhas mecânicas, desgaste acelerado, corrosão interna, superaquecimento e formação de depósitos, conjunto de fatores que compromete a confiabilidade da planta industrial.
Entretanto, as consequências de erros de lubrificação vão além dos danos técnicos, podendo gerar paradas não programadas, perdas significativas de produção, aumento dos custos de manutenção e impactos diretos para a competitividade das empresas e, por consequência, da indústria brasileira.
Lubrificação como diferencial competitivo
Levando em consideração o ambiente em que a indústria de papel e celulose operam, torna-se essencial que as empresas estejam atualizadas sobre as soluções de lubrificação desenvolvidas para o setor, a fim de suportar as condições de operação do segmento, assegurando proteção aos equipamentos e contribuindo para o aumento da eficiência e da confiabilidade industrial.
Com a capacidade de reduzir custos, prolongar a longevidade dos equipamentos e assegurar a disponibilidade das companhias do setor, as soluções desenvolvidas para a lubrificação tornam-se parceiras cada vez mais importantes para o desempenho e a evolução da indústria brasileira. Desta forma, ao investir em tecnologia, inovação e lubrificantes industriais de alta performance, as empresas fortalecem sua posição no mercado e contribuem para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva, posicionando o Brasil como referência global na produção de papel e celulose.

