
Além da automação: como a manufatura digital fortalece a indústria brasileira no mapa global da produtividade
Em resumo
* Por Jenner Marques, CEO da EVOX A economia global vive uma profunda transformação, impulsionada pela necessidade incessante de eficiência, rastreabilidade e a capacidade de customizar produtos em massa. É a chamada “corrida industrial”: de um lado, temos potências econômicas intensificando investimentos em automação, Inteligência Artificial e digitalização; de outro, temos países emergentes correndo …
| Setor | Indústria e Tecnologia |
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| Publicado em | |
| Autoria | Redação Indústria S/A |
| Tempo de leitura | 3 min |
* Por Jenner Marques, CEO da EVOX
A economia global vive uma profunda transformação, impulsionada pela necessidade incessante de eficiência, rastreabilidade e a capacidade de customizar produtos em massa.
É a chamada “corrida industrial”: de um lado, temos potências econômicas intensificando investimentos em automação, Inteligência Artificial e digitalização; de outro, temos países emergentes correndo para não se manterem restritos a um modelo de manufatura obsoleto, de baixa produtividade e pouca rastreabilidade.
No setor industrial brasileiro, que é historicamente robusto em diversidade, estamos no limite da Indústria 4.0, pois ainda lidamos com a fragmentação de dados e processos manuais. A aceleração da transformação digital é o fator que pode evitar a perda de competitividade e garantir a sobrevivência econômica.
Nesse contexto, surge a manufatura digital como a “estrada para a modernidade” da indústria do Brasil: mais do que a simples automação de tarefas, ela representa a integração completa entre dados, processos e pessoas por meio da união do ambiente físico (máquinas, sensores e recursos de Internet das Coisas) com o ambiente digital (análise de dados, relatórios e insights).
Trata-se de uma mudança estrutural, que redefine como a indústria do nosso País é capaz de aperfeiçoar a cadeia produtiva em nível internacional.
Plataforma SAP é o “cérebro” da manufatura digital
Para potencializar o uso da manufatura digital, o SAP deve ser visto como o “cérebro”, ou o fator de inteligência da fábrica digital, ao criar a estrutura tecnológica ideal para o ambiente Digital Twin (ou “Gêmeo Digital”), que consiste na criação da réplica virtual de toda a operação fabril, permitindo a consolidação dos dados da cadeia de suprimentos em uma plataforma integrada.
Consequentemente, a simulação de cenários, a previsão de gargalos e a otimização de processos (como novas sequências de produção) ocorre em um ambiente virtual seguro antes que algo realmente aconteça na operação, minimizando riscos e maximizando o retorno.
Quatro pilares da manufatura digital com SAP
A manufatura digital com SAP também é sinônimo de prática com retorno mensurável para a indústria brasileira a partir de quatro pilares:
- Manutenção preditiva: os sensores conectados ao SAP coletam dados contínuos sobre o funcionamento das máquinas, tais como vibração e temperatura. Esse monitoramento não apenas detecta anomalias, mas utiliza algoritmos para prever falhas, agendando manutenções de forma proativa, o que reduz custos e evita paradas inesperadas na operação.
- Rastreabilidade total: em setores regulamentados, a capacidade de rastrear cada componente, lote e etapa de produção é vital. A digitalização com SAP garante uma rastreabilidade voltada para qualidade dos dados e conformidade regulatória.
- Otimização da cadeia de suprimentos: com dados integrados pelo SAP, as empresas ajustam estoques, prazos e transportes com agilidade.
- Qualidade 4.0: os sistemas inteligentes do SAP analisam imagens e dados de forma contínua. Com o auxílio de Inteligência Artificial, é possível identificar desvios de processo e corrigir os problemas na fonte, evitando retrabalho e desperdício de recursos.
Esses quatro pilares não apenas melhoram os indicadores operacionais, mas também elevam o patamar de maturidade digital das empresas, abrindo espaço para inovações contínuas.
Abordagem evolutiva na manufatura digital para impulsionar a competitividade do Brasil
A transformação é uma jornada contínua e, para que essa estratégia de manufatura digital tenha sucesso, os líderes devem adotar uma abordagem evolutiva.
O primeiro passo é definir um projeto-piloto de alto impacto, que conecte aprendizado estratégico com Retorno sobre o Investimento (ROI).
A partir de então, a empresa pode escalar gradualmente suas iniciativas, sempre com uma visão de longo prazo e metas crescentes. Cada etapa deve agregar valor e ser integrada com foco na padronização do SAP.
Portanto, esse é o caminho ideal para que a transformação de uma fábrica tradicional em uma manufatura digital gere a oportunidade de reposicionar a indústria brasileira no mapa global da inovação e da produtividade.
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