ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ 20 milhões para desenvolver nova geração de torres de transmissão no Brasil

ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ 20 milhões para desenvolver nova geração de torres de transmissão no Brasil

Projeto de inovação busca ampliar a capacidade de escoamento de energia, reduzir custos e ampliar capacidade de transmissão

A ENGIE Brasil está liderando um projeto inédito de inovação que pode redefinir os padrões das linhas de transmissão de alta tensão no país. Em parceria com a Engetower e a SAE Towers, a empresa aplicou um investimento de R$ 20 milhões para desenvolver uma nova plataforma estrutural para linhas de transmissão de até 525 kV projetada para aumentar a capacidade de transporte de energia. Nomeado de Torre Água, o projeto visa reduzir custos de implantação, ampliar a eficiência operacional dos empreendimentos de energia e mitigar impactos ambientais. A iniciativa integra o programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e tem conclusão prevista para o final de 2027.

 

“Acreditamos que inovação e sustentabilidade caminham juntas. Este projeto reforça o compromisso da ENGIE com o desenvolvimento de soluções que ampliem a eficiência do sistema elétrico brasileiro, ao mesmo tempo em que reduzem impactos ambientais e construtivos, além de trazerem mais competitividade para novos empreendimentos de transmissão de energia. A expectativa é que a Série Torre Águia contribua significativamente para o aumento da eficiência, confiabilidade e sustentabilidade das linhas de transmissão, consolidando uma solução tecnológica nacional com alto potencial de aplicação em futuros empreendimentos”, destaca o diretor de Transmissão da ENGIE Brasil, Gustavo Labanca.

 

O projeto surge em um contexto estratégico para o setor elétrico. Com a expansão acelerada da geração renovável, especialmente em regiões distantes dos grandes centros consumidores, cresce a necessidade de soluções capazes de transportar volumes cada vez maiores de energia sem exigir a construção de novos corredores de transmissão.

A proposta da ENGIE é justamente romper uma das principais barreiras técnicas do setor: elevar a capacidade natural de transmissão das linhas, medida pelo indicador conhecido como SIL (Surge Impedance Loading). A nova tecnologia permitirá alcançar aproximadamente 1.682 MW de capacidade de transmissão, superando os níveis atualmente praticados pelo mercado, em torno de 1.665 MW.

 

O diferencial está na engenharia da solução. Ao contrário dos modelos convencionais, que dependem fortemente de estruturas estaiadas, a Série Torre Águia foi concebida para ampliar o uso de torres autoportantes, facilitando a implantação em regiões de relevo complexo e reduzindo restrições técnicas frequentemente encontradas em grandes projetos de transmissão. Além dos ganhos de desempenho, os estudos indicam potencial de redução de custos entre 2% e 5% nos investimentos em linhas de transmissão — um percentual expressivo em um segmento cujos projetos frequentemente ultrapassam R$ 1 bilhão.

 

Inovação e ganhos técnicos

 

A Série Torre Águia reúne diferentes configurações estruturais — autoportantes, estaiadas, de ancoragem e de ancoragem terminal — em uma concepção monomastro desenvolvida para aumentar a eficiência e a flexibilidade dos projetos. Entre os avanços esperados estão a uniformização do desempenho elétrico entre diferentes tipologias de torres, a eliminação de efeitos de balanço assíncrono, o aumento da disponibilidade operacional dos ativos, maior segurança durante a montagem e o lançamento de cabos e a simplificação das atividades construtivas em campo.

 

“Além dos ganhos técnicos, a nova série de estruturas traz benefícios ambientais relevantes, como a redução do número de fundações, menor necessidade de supressão vegetal, diminuição da largura das faixas de servidão e a redução dos impactos fundiários associados à implantação”, acrescenta o diretor de Implantação da ENGIE Brasil Energia, Paulo Henrique Muller. Esses fatores são resultado de características como maior amplitude da variação das alturas estruturais e novos arranjos de fixação de fases dos cabos condutores, permitindo maiores afastamentos entre os condutores e vegetação adjacente.

 

Etapas do projeto

 

Com duração estimada em 20 meses, o projeto será desenvolvido em cinco etapas: levantamento do estado da arte e diagnóstico do setor, concepção da nova arquitetura estrutural, simulações elétricas e mecânicas, desenvolvimento de cadeias de isoladores específicas e realização de ensaios virtuais e físicos para validação da tecnologia. Ao final, a expectativa é disponibilizar ao mercado um conjunto completo de projetos, estudos e validações capazes de viabilizar a adoção da nova tecnologia em futuros empreendimentos de transmissão, contribuindo para aumentar a capacidade do sistema elétrico brasileiro em um cenário de crescente demanda por energia limpa e renovável.

 

“Este projeto representa um avanço consistente na engenharia de transmissão ao propor uma solução estrutural capaz de dissociar o desempenho em SIL da dependência de torres estaiadas, algo que historicamente limita a flexibilidade de implantação em campo. A Série Torre Águia combina inovação em concepção estrutural, estudos eletromecânicos avançados e novos arranjos de isolação para entregar maior capacidade de transmissão, robustez operacional e ganhos concretos de eficiência ao sistema elétrico”, acrescenta o gerente de Gestão da Performance e Inovação da ENGIE, Mario Wilson Cusatis.

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