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Indústria brasileira precisa detectar "fuga invisível de gás" para qualidade do ar e eficiência
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Indústria brasileira precisa detectar "fuga invisível de gás" para qualidade do ar e eficiência

Redação Indústria S/A4 min de leitura

No Dia Interamericano da Qualidade do Ar, especialistas alertam para o impacto das fugas de gases refrigerantes na indústria, que contribuem para o aquecimento global e aumentam custos operacionais. A detecção precoce é crucial para a sustentabilidade e conformidade regulatória.

Dia Interamericano da Qualidade do Ar: a urgência de detectar a "fuga invisível de gás" na indústria brasileira

As fugas gases refrigerantes não apenas contribuem para o aquecimento global, com um potencial milhares de vezes superior ao do CO₂, como também reduzem drasticamente a eficiência energética, elevando os custos operacionais das empresas

São Paulo, agosto de 2026 – No Dia Interamericano da Qualidade do Ar (DIAIRE), celebrado em 14 de agosto, a indústria se depara com uma realidade inevitável: a poluição atmosférica que não provém apenas de chaminés ou escapamentos de veículos. Existe uma ameaça invisível presente em câmaras frigoríficas, centros logísticos e plantas industriais: as fugas de gases refrigerantes.

Os sistemas de refrigeração e HVAC-R são a espinha dorsal da vida moderna e do comércio. No entanto, quando esses gases são liberados de forma não controlada, o impacto ambiental é devastador. Muitos gases refrigerantes possuem um Alto Potencial de Aquecimento Global (GWP, na sigla em inglês), o que significa que um único quilograma liberado pode equivaler a toneladas de CO₂ na atmosfera.

O desafio da invisibilidade e da eficiência

Diferentemente de outros incidentes industriais, uma fuga de gás refrigerante, em muitos casos, não gera fumaça nem odores perceptíveis. “Uma instalação pode perder pequenas quantidades de forma contínua, durante meses, sem que isso seja detectado visualmente. O problema não é apenas a quantidade liberada, mas o efeito dominó que ela provoca: um sistema com baixo nível de gás refrigerante trabalha mais para atingir a temperatura desejada, aumentando o consumo de energia elétrica”, explica Jorge Naranjo, gerente de desenvolvimento de negócios da linha Bacharach na MSA Safety México.

Essa combinação entre gás liberado e maior demanda energética cria uma dupla pegada de carbono, comprometendo os objetivos de sustentabilidade de qualquer empresa.

Cenário regulatório: prevenção e responsabilidade ambiental

No Brasil, a legislação ambiental estabelece responsabilidades para empresas e demais agentes que possam causar danos ao meio ambiente, além de prever mecanismos de prevenção, controle e reparação de impactos ambientais.

Responsabilidade por danos ambientais: A Lei nº 6. 938/1981, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente, estabelece princípios e instrumentos para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental, além de prever a responsabilização por danos causados ao meio ambiente. A legislação brasileira adota ainda o princípio da responsabilidade objetiva, o que significa que a obrigação de reparar um dano ambiental pode existir independentemente da comprovação de culpa.

Sanções e responsabilidade das empresas: A Lei nº 9. 605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, estabelece sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. A legislação também prevê a responsabilização de pessoas jurídicas quando a infração for cometida por decisão de seus representantes ou órgãos em seu interesse ou benefício.

Controle de gases refrigerantes: No caso específico dos gases refrigerantes, o Brasil possui regulamentações relacionadas ao controle de substâncias que contribuem para a degradação da camada de ozônio e à eliminação de determinados compostos utilizados em sistemas de refrigeração e ar-condicionado. O Decreto nº 11. 666/2023, que promulga a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, reforça os compromissos brasileiros para a redução gradual do consumo de hidrofluorcarbonos (HFCs), muitos dos quais apresentam elevado potencial de aquecimento global.

Prevenção e sustentabilidade: Nesse contexto, o controle adequado dos gases refrigerantes integra não apenas uma agenda de eficiência operacional e sustentabilidade, mas também um conjunto mais amplo de responsabilidades ambientais e regulatórias. A identificação e correção de vazamentos contribuem para evitar a liberação desnecessária desses gases, preservar a eficiência dos equipamentos e reduzir impactos ambientais e operacionais. A detecção precoce como ação ambiental

A sustentabilidade na refrigeração evoluiu. Já não basta escolher gases com baixo Potencial de Aquecimento Global (GWP, na sigla em inglês); o foco deve estar no confinamento total. A detecção precoce permite identificar concentrações mínimas antes que se transformem em uma perda significativa.

A linha Bacharach da MSA Safety desenvolveu tecnologias de alta precisão que permitem às empresas:

Identificar fugas em estágios iniciais, com níveis de até uma parte por milhão. Reduzir drasticamente a pegada de carbono operacional causada por fugas de gás refrigerante. Manter os equipamentos funcionando de maneira mais eficiente. Evitar perdas desnecessárias de gás refrigerante. Reduzir o consumo de energia associado a sistemas que operam com perda de gás refrigerante.

Gerar informações para estabelecer programas de manutenção preventiva por meio de dados em tempo real. “A sustentabilidade consiste em evitar que qualquer gás refrigerante, independentemente de sua classificação, chegue desnecessariamente à atmosfera. Detectar uma fuga é, em essência, uma ação de defesa ambiental”, conclui Naranjo.

Neste DIAIRE, o chamado à ação para o setor industrial é claro: a transição para sistemas de detecção mais eficientes e seguros é o único caminho para garantir que a refrigeração do futuro não comprometa o ar que respiramos hoje.

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