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Indústria e empresas devem reforçar sistemas de drenagem para período chuvoso e El Niño
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Indústria e empresas devem reforçar sistemas de drenagem para período chuvoso e El Niño

Redação Indústria S/A4 min de leitura

Com a previsão de chuvas intensas e os efeitos do El Niño, empresas e indústrias precisam garantir a manutenção preventiva de seus sistemas de drenagem. A preparação é crucial para evitar prejuízos e interrupções nas operações, especialmente em áreas com grande volume de água.

Antes dos temporais, preparação dos sistemas de drenagem ajuda a evitar prejuízos

Com o avanço da primavera e a previsão de mudanças no regime de chuvas entre diferentes regiões do país, empresas reforçam a importância da manutenção preventiva e de equipamentos adequados para retirar a água de áreas críticas. O período chuvoso ainda não chegou de forma uniforme ao país, mas já começa a entrar no planejamento de empresas, condomínios, propriedades rurais, empreendimentos comerciais e até cidades.

A razão é simples: quando grandes volumes de água chegam em pouco tempo, falhas em sistemas de drenagem podem transformar uma ocorrência climática em perda de materiais, danos estruturais e até paralisação das atividades.

O cenário meteorológico de 2026 reforça a necessidade de planejamento regional. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) aponta alta probabilidade de estabelecimento do El Niño ao longo do segundo semestre e prevê que o fenômeno possa persistir até o verão de 2026/2027. Seus efeitos, porém, não devem ser iguais em todo o território brasileiro: as projeções indicam maior tendência de chuva em áreas do Sul e condições mais secas no centro-norte do país.

"O comportamento da chuva pode variar bastante de uma região para outra, mas a necessidade de prevenção é comum a todas. O melhor momento para verificar um sistema de drenagem é antes de ele ser colocado à prova por um temporal", afirma Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento.

O desafio é retirar a água no momento certo

Em áreas industriais, estacionamentos, subsolos, galpões, condomínios e instalações comerciais, a drenagem por gravidade nem sempre é suficiente para retirar rapidamente grandes volumes de água. Nesses casos, sistemas de bombeamento podem funcionar como parte da estrutura destinada a conduzir a água para fora das áreas de risco.

Segundo Drauzio Menezes, motores elétricos adequados para o acionamento de bombas, como os modelos da Hercules utilizados em aplicações com a Motobomba Linha Jet Pump IP55 - IR3 e a Bomba Monobloco JM IP55 - IR3, são importantes para sistemas destinados a situações de alagamento. "Essas aplicações exigem motores de alta eficiência e grau de proteção IP55, desenvolvidos para trabalhar com bombas centrífugas e atender a diferentes necessidades de bombeamento", explica. Motobomba Linha Jet Pump IP 55 - IR3

"Em uma situação de chuva intensa, não basta ter uma bomba disponível. É preciso que o conjunto esteja corretamente dimensionado para a vazão e a altura de bombeamento exigidas pela instalação", complementa o executivo.

Dimensionamento evita soluções improvisadas

A escolha de uma motobomba deve levar em conta características como volume de água, vazão necessária, altura de recalque, tubulações, frequência de uso e condições do ambiente. Um equipamento subdimensionado pode não conseguir retirar a água na velocidade necessária, enquanto um sistema superdimensionado pode elevar desnecessariamente o investimento e o consumo de energia.

O diretor da Hercules explica que a empresa disponibiliza motores elétricos nas potências de 3 CV a 15 CV, com dois polos, para aplicações como a Bomba Monobloco JM IP55 - IR3. Os motores contam ainda com mancais vedados, dreno para saída de água condensada, classe de isolamento F e fator de serviço 1,25.

"O sistema precisa ser pensado como um conjunto. Motor, bomba, tubulação e condições de instalação precisam estar compatíveis. Esse cuidado aumenta a confiabilidade e evita descobrir durante uma emergência que a estrutura não consegue atender à demanda", destaca o diretor.

Manutenção preventiva reduz o risco de falha

Outro ponto crítico é o tempo em que os equipamentos permanecem parados. Bombas utilizadas principalmente em situações de emergência podem passar meses sem entrar em operação, o que aumenta a importância de inspeções e testes prévios.

Antes do período de maior ocorrência de chuvas, a recomendação é verificar motores, bombas, conexões, comandos elétricos, tubulações e pontos de captação. Também devem ser observados sinais de corrosão, vazamentos, obstruções e desgaste.

"Os motores elétricos industriais da Hercules são desenvolvidos para ambientes severos e possuem grau de proteção IP55, além de construção totalmente blindada. Um sistema de drenagem precisa funcionar quando a empresa mais precisa dele. Testar os equipamentos antes do período crítico permite identificar problemas com antecedência e fazer os ajustes sem a pressão de uma emergência", afirma Menezes.

Alagamento pode significar mais do que dano material

Em uma indústria, a entrada de água em áreas produtivas ou instalações elétricas pode provocar interrupções que vão muito além da limpeza do local. Máquinas paradas, matérias-primas danificadas, perdas logísticas e manutenção emergencial podem elevar significativamente o custo de um episódio de chuva intensa.

Por isso, a drenagem deve ser considerada parte da estratégia de continuidade operacional. "Prevenir um alagamento não significa apenas proteger o patrimônio. Significa proteger a continuidade da operação. Quanto mais rápido a água puder ser retirada de uma área crítica, menor tende a ser o impacto sobre o negócio", ressalta o diretor.

Clima exige acompanhamento constante

Com o El Niño em desenvolvimento, o INMET recomenda acompanhar as atualizações meteorológicas, já que os efeitos do fenômeno podem mudar de intensidade e apresentar comportamentos distintos entre as regiões. Para empresas, esse acompanhamento pode ser combinado ao planejamento da infraestrutura, permitindo antecipar manutenção e verificar se os equipamentos instalados continuam adequados às necessidades atuais.

"Não existe prevenção baseada apenas na previsão do tempo. É preciso combinar informação climática com conhecimento da própria infraestrutura. Saber onde estão os pontos vulneráveis e se os equipamentos estão preparados faz parte da gestão de risco", conclui Drauzio Menezes.

Tags:drenagemchuvasmanutencao preventivaindustriael ninogestao de risco

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