
JBS e Grupo Viva criam maior processadora de couros do mundo em joint venture
Em resumo
JBS e Grupo Viva fecharam um acordo para criar a JBS Viva, uma joint venture que assume a liderança mundial no processamento de couros. A nova empresa consolidará as operações de produção e comercialização de ambas as companhias, nascendo com 31 fábricas em seis países.
| Setor | Indústria e Economia |
|---|---|
| Publicado em | |
| Autoria | Redação Indústria S/A |
| Tempo de leitura | 1 min |
JBS e Grupo Viva Criam Maior Processadora de Couros do Mundo
JBS e Grupo Viva fecharam um acordo para criar a JBS Viva, joint venture com controle dividida em 50% para cada sócio que assume a liderança mundial no processamento de couros. A nova gigante consolidará as operações de produção, beneficiamento e comercialização de ambas as companhias.
Estrutura da Operação e Governança
Aportes: A JBS S.A. transferirá toda a sua divisão de couros no Brasil para a nova empresa. Em paralelo, a VIVA Holding consolidará o controle da VIVA S.A. antes da conclusão final do negócio.
Governança: O Conselho de Administração terá seis membros. A JBS indicará o Presidente e o Diretor Financeiro (CFO), enquanto o Grupo Viva nomeará o CEO.
Ativos Excluídos: Ficam de fora da parceria as atividades de colágeno e gelatina, a unidade de Cactus (Texas, EUA) e as operações da JBS na Alemanha, Uruguai e México.
Aprovações: Assinado na Holanda, o negócio ainda depende do aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Impacto no Mercado Global
Escala de Produção: A empresa nasce com 31 fábricas em seis países e capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano.
Poder de Barganha: A união fortalece a posição do grupo frente às indústrias calçadista e automotiva em um setor historicamente fragmentado. Antes da fusão, o Grupo Viva (criado pela união entre Viposa e Vancouros) faturava cerca de R$ 3,1 bilhões.
Cadeia Agropecuária: A nova estrutura tende a trazer maior estabilidade de preços aos pecuaristas e previsibilidade de escoamento para os subprodutos do abate.
O mercado financeiro e os investidores da JBS acompanham a transação atentos à adaptação do negócio a mercados externos com exigências crescentes de rastreabilidade socioambiental.
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