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Mantova Indústria de Tubos Plásticos: Investimentos e Crescimento no Setor Médico-Hospitalar

Mantova Indústria de Tubos Plásticos: Investimentos e Crescimento no Setor Médico-Hospitalar

Gaúcha Mantova reforça investimentos no setor
médico-hospitalar e projeta crescer 30% até final do ano
Tubos plásticos brasileiros ganham espaço em aplicações médicas de alta complexidade como oncologia, hemodiálise e nutrição enteral.
Com investimentos que já ultrapassam os R$ 10 milhões, a empresa gaúcha Mantova Indústria de Tubos Plásticos, de Caxias do Sul, intensificou sua área de desenvolvimento e produção voltada ao setor médico-hospitalar e projeta crescer 30% até o final de 2025. O foco principal da expansão é consolidar a presença da marca no mercado brasileiro, contribuindo para o fortalecimento da cadeia nacional de suprimentos de saúde. Ao mesmo tempo, a empresa avança em sua internacionalização, com presença crescente na América do Sul, iniciando na Argentina e no Uruguai, e na América do Norte, por meio do México e dos Estados Unidos.
“Há quatro anos iniciamos os nossos primeiros investimentos no setor médico-hospitalar e, no final de 2024, demos um salto importante impulsionados pela convicção de que reduzir a dependência de produtos importados é fundamental para o fortalecimento e a autonomia da cadeia da saúde no Brasil”, destaca o diretor Afonso Vicenzi.
A entrada no mercado norte-americano é pela planta fabril da Mantova na cidade de Santiago de Querétaro, no México, onde a empresa está desenvolvendo, em parceria com uma empresa estadunidense, um projeto voltado a conectores e tubos para drenos cirúrgicos.
Vicenzi lembra que a pandemia evidenciou vulnerabilidades estruturais do setor, e os números confirmam: em 2024, o Brasil importou cerca de US$ 5 bilhões em dispositivos médicos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) – da qual a Mantova é associada. Diante desse cenário, a empresa acelerou sua estratégia no segmento, com foco no desenvolvimento de tecnologias próprias de extrusão de tubos de alta precisão e durabilidade, produzidos com polímeros adequados às exigências técnicas e regulatórias da área da saúde.
Entre os principais produtos fabricados pela Mantova destacam-se os tubos em poliuretano termoplástico (TPU), aplicados em cateteres periféricos e centrais, sondas urinárias e equipamentos de hemodiálise, e tubos em TPU fotossensível, desenvolvidos especialmente para tratamentos oncológicos. A linha inclui ainda tubos em TPU radiopaco, cuja composição permite visualização em exames de imagem, como o raio-X, assegurando o posicionamento preciso do dispositivo durante os procedimentos médicos.
“A Mantova tem investido fortemente em inovação e ciência dos materiais, desenvolvendo soluções técnicas que atendem às exigências clínicas mais rigorosas. Nosso compromisso é entregar performance, biocompatibilidade e confiabilidade, contribuindo para um sistema de saúde mais seguro e acessível”, afirma Bárbara Schneider, pesquisadora de P&D e responsável pelo desenvolvimento de mercado da Mantova.
Tecnologia, confiança e compromisso com o futuro da saúde
Com ampla experiência industrial e rígido controle de qualidade, a Mantova investe em tecnologia de ponta nos processos de extrusão, contando com engenheiros e técnicos especializados. Cada projeto é acompanhado desde a seleção da matéria-prima até a entrega final, garantindo desempenho, eficiência e segurança em todas as etapas. Esse processo é enriquecido com a participação ativa de médicos de referência em diferentes especialidades, que contribuem diretamente para o aprimoramento dos produtos, assegurando que as soluções desenvolvidas estejam alinhadas às reais necessidades clínicas e aos mais altos padrões de desempenho exigidos pelo setor da saúde.
“Temos uma infraestrutura moderna, equipe qualificada e foco na excelência industrial. Isso nos permite contribuir ativamente para o fortalecimento da cadeia nacional de dispositivos médicos, oferecendo alternativas confiáveis ao mercado e colaborando com um sistema de saúde mais eficiente, seguro e menos dependente de importações”, salienta Carlos Henrique Romoaldo, coordenador de pesquisa e responsável pelo desenvolvimento de produtos.

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