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Ovos e café seguem com preços em alta; gestão de riscos no agro pode ser a saída para crise

Ovos e café seguem com preços em alta; gestão de riscos no agro pode ser a saída para crise

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Por mais um mês, os ovos ganham destaque no aumento dos preços, segundo IBGE. Enquanto isso, EUA dobram compra de produto brasileiro para consumo

Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que o ovo, o café e o tomate registraram as maiores altas entre os alimentos. Com destaque para os ovos, que vêm apresentando aumentos sequenciais. O item registrou elevação de 19,44%. O café moído subiu 8,53%. Já o tomate, 12,57%.

No exterior, o cenário também é de dificuldades para consumidores e produtores. O desabastecimento de ovos nos supermercados norte-americanos, ligado aos efeitos da gripe aviária, disparou o preço do produto em mais de 15% no começo do ano, chegando a 53% a mais em comparação com o último ano.

Em fevereiro, os EUA aumentaram as importações desse item vindo do mercado brasileiro em 93%, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), após a liberação para o uso em alimentos processados, como bolos e sorvetes – até então, o item in natura vindo do Brasil só tinha permissão para ser usado em rações.

Por aqui, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) já atribuiu a subida dos preços ao aumento dos custos de alimentação das aves, das embalagens e da alta demanda. Com a proteína animal em evidência, reforçou-se o debate sobre a necessidade da gestão de riscos no agro.

Para o VP da unidade de negócios da Falconi voltada para o Agronegócio, Andre Paranhos, dificuldades como a alta nos preços por conta da escassez de certos produtos, impulsionados por questões climáticas, financeiras e desafios logísticos, ou até alta procura sazonal, demonstram como eventos podem impactar a cadeia produtiva e reforçam a necessidade de estratégias para evitar perdas e garantir a sustentabilidade do setor.

O agro é um setor com alta vulnerabilidade a fatores externos, como mudanças climáticas, surtos sanitários e oscilações de mercado. Por mais que vendas externas possam aumentar, também é preciso olhar para dentro de casa. É essencial preparar uma boa gestão de riscos, que permitirá que os produtores se antecipem a esses desafios e reduzam impactos negativos, sem precisar ‘aprender com a dor’“, afirma Paranhos. “No Brasil, muitas vezes a prevenção acaba ficando de fora dos planejamentos e é evidente a necessidade de uma evolução nas práticas de gestão empresarial como essa“, complementa o VP da Falconi.

Estratégias para uma gestão de riscos eficiente no agro

Segundo Andre Paranhos, uma gestão de riscos eficiente envolve a adoção de medidas preventivas e reativas que garantam a continuidade da produção, mesmo diante de adversidades, evitando os “três Ds”: descuido, desleixo e desconhecimento. Há também a “necessidade de um olhar holístico e amplo sobre os problemas”, mapeando possíveis riscos na gestão dos campos, contando com o conhecimento dos líderes e o potencial da tecnologia preventiva.

Veja algumas das principais estratégias e recomendações levantadas pelo executivo:

  • Diversificação da produção: evitar a dependência de um único produto ou mercado reduz os impactos de crises específicas em determinados segmentos.
  • Monitoramento sanitário e biossegurança: investir em práticas rigorosas de biossegurança e em sistemas de monitoramento contínuo pode evitar a disseminação de doenças, como a gripe aviária.
  • Gestão de estoques e logística: criar reservas estratégicas e melhorar a eficiência da cadeia logística garante maior resiliência diante de interrupções no abastecimento.
  • Uso de tecnologia e dados: ferramentas de análise preditiva e inteligência artificial ajudam a antecipar tendências de mercado e eventos climáticos, permitindo uma resposta mais rápida e precisa.
  • Seguro rural e instrumentos financeiros: a contratação de seguros auxilia na mitigação de prejuízos causados por oscilações de preços e eventos climáticos extremos, como enchentes e queimadas.

Para Paranhos, a saída para evitar crises nas produções está na profissionalização da gestão e na adoção de uma visão estratégica. “Os produtores que precisam saber integrar planejamento, gestão de risco, tecnologia de dados e conhecimento pessoal para se adaptarem para a competitividade no mercado. O Brasil é referência em produção de qualidade, mas o agronegócio não pode deixar de encarar esses desafios com inovação e eficácia“, conclui.

 

Sobre a Falconi

Fundada no Brasil há quatro décadas, a Falconi é a maior consultoria de gestão empresarial do país. Com tecnologia de ponta e inteligência de dados para acelerar a geração de valor sustentável para seus clientes, atua em mais de 50 diferentes segmentos da economia. Conta com projetos feitos em mais de 40 países, diferenciando-se pela capacidade de implementação de projetos em nível estratégico (estratégia, modelo de negócios e estrutura organizacional), tático (implementação e alinhamento de processos e metas) e operacional (alinhamento e acompanhamento de operações).

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