
Tecnologia ajuda empresas a proteger colaboradores em ambientes frios
Em resumo
Empresas que operam com atividades em ambientes artificialmente frios, como câmaras frigoríficas em açougues, supermercados e indústrias alimentícias, galpões logísticos, precisam priorizar a saúde dos trabalhadores expostos a condições insalubres ou perigosas. Fatores como tempo máximo de permanência, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e concessão de pausas para recuperação térmica são regulamentados …
| Setor | Indústria e Tecnologia |
|---|---|
| Publicado em | |
| Autoria | Redação Indústria S/A |
| Tempo de leitura | 2 min |
Empresas que operam com atividades em ambientes artificialmente frios, como câmaras frigoríficas em açougues, supermercados e indústrias alimentícias, galpões logísticos, precisam priorizar a saúde dos trabalhadores expostos a condições insalubres ou perigosas.
Fatores como tempo máximo de permanência, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e concessão de pausas para recuperação térmica são regulamentados pela legislação, mas o controle rigoroso desses detalhes representa um desafio para departamentos de RH e gestores, que buscam evitar passivos trabalhistas sem comprometer a produtividade.
Segundo Marcelo Lonzetti, diretor da ztrax, empresa especializada em soluções de Real-Time Location System (RTLS), tecnologias de monitoramento em tempo real, como o chamado “kit pausa térmica”, permitem criar alertas automáticos sobre a localização e o tempo de permanência de colaboradores em áreas controladas trazendo garantias para tanto para a empresa quanto para o colaborador:
“Para os gestores de RH, esses dados facilitam o cálculo e a análise do trabalho de cada funcionário. Dependendo da função, há limites de exposição para prevenir riscos à saúde e problemas judiciais relacionados à insalubridade”, explica Lonzetti.
Em operações dentro de câmaras frigoríficas ou espaços similares, a proteção adequada contra o frio é essencial. Sem EPIs corretos, a atividade pode ser classificada como insalubre por meio de laudos de inspeção. Lonzetti cita um exemplo prático:
“Imagine que um colaborador precisa de cerca de 10 minutos para vestir os equipamentos antes de entrar na câmara fria. Se o sistema RTLS registra menos de cinco minutos no vestiário anterior, o gestor pode investigar se o procedimento foi seguido adequadamente. Itens como jaqueta térmica com capuz, calça impermeável, bota PVC e luvas exigem tempo para vestimenta correta, na pressa, algum detalhe pode ser negligenciado” diz Marcelo.
Com o RTLS, as empresas podem verificar automaticamente se as pausas são concedidas no tempo e local corretos, garantindo não apenas a segurança do colaborador, mas também a conformidade legal da organização.
Normas regulamentadoras definem o uso obrigatório de EPIs, limites de exposição a baixas temperaturas e rotas seguras para prevenir acidentes. Em ambientes extremos, como câmaras frias em operações portuárias ou navios (regulamentadas pela NR-29), temperaturas iguais ou inferiores a -18°C exigem indicação clara do tempo máximo de permanência e regimes alternados de trabalho e recuperação:
“É impraticável que gestores acompanhem pessoalmente cada colaborador e turno, além de ser totalmente ineficaz quando falamos em processos judiciais. A tecnologia RTLS assume essa função, fornecendo informações precisas e em tempo real e que podem ser comprovados e não burlados”, conclui Lonzetti.
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