
INBRAPEX visa reunir e fortalecer toda a cadeia do EPS
Em 23 de junho, 1º ENEPS (Encontro Nacional do EPS) apresentará relatório técnico, cases de sucesso de logística reversa e circularidade do material no país, e o INBRAEDUCA – projeto piloto de educação ambiental, com início em agosto
Entidade inicia com empresas de peso no setor: CPE Plásticos, Fibraform, Grupo Copobras, Grupo Isorecort, MEIWA Embalagens e Santa Luzia – e visa reunir toda a cadeia produtiva nacional, que opera com o EPS (poliestireno expandido), popularmente conhecido pela marca comercial Isopor
São Paulo (SP), 18 de junho de 2026 – O Instituto Brasileiro do Poliestireno Expandido (INBRAPEX) realizará na terça-feira, 23 de junho, o 1º Encontro Nacional do EPS (ENEPS 2026). O evento ocorre das 8h às 13h, no Auditório Júpiter, na Avenida Paulista, 807, em São Paulo (SP). A entidade sem fins lucrativos tem como objetivos fortalecer o mercado, promover a sustentabilidade e ampliar a representatividade das empresas da cadeia produtiva do poliestireno expandido. A organização inicia com empresas associadas de peso no setor: CPE Plásticos, Fibraform, Grupo Copobrás, Grupo Isorecort, MEIWA Embalagens e Santa Luzia – e visa representar toda a cadeia produtiva nacional, que opera com o EPS (poliestireno expandido), popularmente conhecido pela marca comercial Isopor, perante o governo e a sociedade.
Criado como uma rede de articulação entre empresas e profissionais do setor, o INBRAPEX atua para fortalecer o posicionamento institucional do poliestireno expandido no Brasil, com foco na inovação, sustentabilidade e uso responsável deste material. Entre suas frentes de atuação estão iniciativas voltadas à ampliação da reciclabilidade do EPS e ao desenvolvimento de soluções alinhadas às demandas ambientais e produtivas da indústria.
Soluções estratégicas para a economia de baixo carbono
A iniciativa busca unir cerca de 50 empresas que operam com EPS no Brasil, consolidando uma voz técnica e unificada para o setor. Sob a presidência de Ivam Michaltchuk, profissional com mais de 20 anos de atuação em educação ambiental, o instituto pretende transformar a percepção pública sobre o poliestireno expandido, posicionando suas soluções como estratégicas para a economia de baixo carbono. O material é composto por menos de 5% de matéria-prima e 95% de ar, sendo quimicamente inerte, inodoro e oferecendo alto desempenho em isolamento térmico e acústico.
Foco em circularidade e impacto social
No curto prazo, a entidade prioriza a logística reversa e a geração de dados. No 1º ENEPS 2026, o INBRAPEX apresentará um relatório técnico, fundamentado em um estudo do CETEA da Unicamp (2018), que mapeia as legislações nacionais e internacionais aplicáveis ao material. O evento também apresentará cases de sucesso de logística reversa e circularidade do material no país.
“O 1º ENEPS nasce com o propósito de inaugurar um ambiente permanente de diálogo entre empresas, especialistas e lideranças da cadeia produtiva do poliestireno expandido”, afirma Ivam Michaltchuk, presidente do INBRAPEX. “Nosso objetivo é ampliar a representatividade institucional do EPS no Brasil, estimular a inovação e reforçar o compromisso do setor com soluções sustentáveis e responsáveis para diferentes segmentos da economia”, acrescenta.
Outra frente crucial é o trabalho direto com cooperativas de reciclagem, em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A reciclagem adequada do EPS converte resíduos em receita para os catadores, reduzindo a carga em aterros sanitários. Como exemplo prático dessa atuação, as associadas Meiwa e Santa Luzia disponibilizam máquinas de compactação para reduzir o volume do material e viabilizar os custos logísticos. Estas compactadoras são cedidas em regime de comodato e por operarem por meio de fricção, os equipamentos processam o EPS, gerando custos muito baixos, além de promover trabalho e renda para as cooperativas.
Educação ambiental e avanços regulatórios
Para o médio prazo, o instituto prepara o lançamento do projeto INBRAEDUCA, previsto para agosto. A iniciativa piloto será implementada inicialmente em escolas de Curitiba e Ponta Grossa (PR), em parceria com o Sinepe-PR (Sindicato das Escolas Particulares). O programa engaja estudantes do ensino fundamental em temas de economia circular, com o objetivo de formar cidadãos conscientes sobre a separação correta de resíduos, para sua posterior reciclagem.
O setor também demonstra proatividade na esfera regulatória. Cidades como Ponta Grossa e Foz do Iguaçu já sancionaram leis que proíbem o descarte inadequado de EPS em lixões, vias públicas e aterros sanitários, criando um ambiente propício para a logística reversa.
Presente em aplicações estratégicas como construção civil, cadeia do frio, embalagens técnicas e soluções industriais, o poliestireno expandido tem ampliado sua participação no mercado brasileiro, impulsionado por características como eficiência térmica, leveza, versatilidade e contribuição para soluções mais sustentáveis.
Perspectivas das primeiras associadas
As seis empresas já associadas ao INBRAPEX reforçam o compromisso da cadeia com a inovação sustentável. “Enxergamos no INBRAPEX um parceiro estratégico fundamental para fomentar a economia circular do EPS no Brasil. Com o Instituto, teremos uma voz unificada e técnica para demonstrar a reciclabilidade e o valor sustentável do material”, destaca Úrsula Huang, Diretora de Sustentabilidade da MEIWA Embalagens.
Para a Copobras, o lançamento do INBRAPEX representa um marco importante para o fortalecimento da cadeia do EPS no Brasil. “Vivenciamos diariamente como este material pode contribuir para eficiência energética, durabilidade e soluções de menor impacto ambiental. A criação do Instituto amplia a representatividade técnica do setor e fortalece o diálogo sobre circularidade, baixo carbono e logística reversa em escala nacional”, afirma Renan Nieuhes Nunes, Gestor de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente do Grupo Copobras.
O Grupo Isorecort apoia integralmente a iniciativa. “Acreditamos que a união da cadeia produtiva é o caminho para a inovação sustentável. O INBRAPEX será um grande indutor de práticas de educação ambiental e logística reversa que vão consolidar a perenidade do EPS no mercado nacional”, declara Rodrigo Rezende, Diretor Corporativo do Grupo Isorecort.
CPE Plásticos, Fibraform e Santa Luzia também integram o grupo das associadas fundadoras, contribuindo com suas expertises em diferentes segmentos da cadeia do EPS.
O encontro nacional nasce com a proposta de se consolidar como um espaço permanente de diálogo entre transformadores, especialistas e lideranças da cadeia produtiva, contribuindo para alinhar estratégias e ampliar a presença institucional do setor no cenário nacional. A expectativa é que o evento passe a integrar o calendário anual da indústria, reforçando a integração entre empresas e apoiando o avanço do EPS no Brasil. 

