
Poli-USP: caminhões brasileiros podem emitir até 35% menos CO₂ por carga transportada do que modelos europeus
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Pesquisa inédita adaptou parâmetros no simulador VECTO (utilizado na União Europeia) à realidade nacional e demonstrou que a alta capacidade de carga dos caminhões brasileiros pode ser um fator relevante para a sustentabilidade do transporte rodoviário |
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SÃO PAULO – Trabalho de formatura desenvolvido na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) traz uma nova perspectiva para o debate sobre descarbonização no transporte: o Brasil pode ser mais eficiente que a Europa no transporte rodoviário de cargas. O estudo, conduzido pelo engenheiro mecânico Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, aponta que veículos pesados operando em solo nacional apresentam desempenho ambiental superior quando avaliados pelo critério de emissão de CO₂ por tonelada-quilômetro transportada. A pesquisa aplicou, de forma pioneira no país, a ferramenta VECTO (Vehicle Energy Consumption Calculation Tool), padrão obrigatório na União Europeia para certificar o consumo e as emissões de caminhões. Para isso, Fortes adaptou o software de simulação às particularidades brasileiras: rotas com longa quilometragem, topografia severa e composições de carga de até 74 toneladas, muito superiores às 40 toneladas permitidas na Europa.
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