
Sustentabilidade já é fator direto de geração de valor para empresas em 2026
Exigências regulatórias mais técnicas, critérios ambientais no acesso a crédito e pressão de cadeias globais colocam a gestão ambiental no centro da estratégia corporativa. A sustentabilidade corporativa já ocupa definitivamente o centro da estratégia empresarial em 2026. O avanço de exigências regulatórias, a ampliação de critérios ambientais no acesso a crédito e o aumento da …
Exigências regulatórias mais técnicas, critérios ambientais no acesso a crédito e pressão de cadeias globais colocam a gestão ambiental no centro da estratégia corporativa.
A sustentabilidade corporativa já ocupa definitivamente o centro da estratégia empresarial em 2026. O avanço de exigências regulatórias, a ampliação de critérios ambientais no acesso a crédito e o aumento da pressão por rastreabilidade nas cadeias produtivas têm transformado a gestão ambiental em um fator direto de geração de valor, deixando de figurar apenas em pauta reputacional.
Nos últimos anos, o tema esteve fortemente associado à imagem institucional. Agora, passa a impactar decisões de investimento, avaliação de risco e competitividade de mercado. Bancos e fundos têm incorporado critérios ESG em análises de concessão de crédito, enquanto investidores exigem maior previsibilidade regulatória e transparência ambiental antes de aportar recursos.
Para Matheus Forte, sócio fundador da Forte Desenvolvimento Sustentável, a mudança é estrutural. “A sustentabilidade deixou de ser um diferencial reputacional e passou a ser um elemento de governança e de proteção financeira. Empresas que não estruturarem sua gestão ambiental de forma estratégica tendem a enfrentar maior dificuldade no acesso a crédito, maior exposição jurídica e perda de competitividade”.
Setores como construção civil, mercado imobiliário, indústria, agronegócio e infraestrutura já sentem essa transformação de forma mais intensa. Projetos que antes enfrentavam entraves ambientais pontuais passam a demandar planejamento técnico robusto desde a fase inicial, sob risco de atrasos, judicialização e aumento de custos operacionais.
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