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Pior desempenho das pequenas indústrias desde 2020 reforça importância da organização interna

Pior desempenho das pequenas indústrias desde 2020 reforça importância da organização interna

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Com custos elevados e queda na atividade, especialistas defendem que controle de processos e integração das operações aumentam a eficiência e a competitividade.
A busca por eficiência tende a levar gestores a procurarem soluções complexas, que demandam alto investimento. No entanto, especialistas apontam que a estratégia para otimizar recursos, reduzir erros e garantir o cumprimento rigoroso dos prazos de entrega em uma indústria está na implementação de práticas simples e acessíveis de gestão.

O desempenho das indústrias de pequeno porte no Brasil registrou, no 1° trimestre de 2026, o menor nível desde 2020, quando a economia sofria os primeiros efeitos da pandemia de Covid-19. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que o Índice de Desempenho recuou de 44,7 pontos no final do quarto trimestre de 2025 para 43,7 pontos no encerramento de março.

O dado também ficou abaixo da média histórica de 44,1 pontos. Entre os principais fatores que justificam esses números, segundo a CNI, estão a carga tributária, o custo de insumos e os juros altos. “Essas empresas encontram desafios, como esses e outros, que comprometem uma boa gestão profissional voltada para a sobrevivência, crescimento e perpetuação de seus negócios”, destaca o coordenador do MBA Executivo em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios da FGV, Marcus Quintella.

Nesse cenário, pequenas mudanças podem ser vistas como melhorias, com uma gestão simples transformando a produtividade nas empresas. A desorganização e a falta de controle sobre os processos internos são os principais gargalos que atrasam entregas e geram desperdício. Quando uma equipe não compreende etapas de um processo, a operação fica comprometida.

“Um dos principais desafios das pequenas indústrias é manter informações de produção, estoque, compras e vendas alinhadas no dia a dia. Quando esses controles ficam dispersos em planilhas ou processos manuais, aumentam os riscos de atrasos, retrabalho e desperdícios”, aponta o engenheiro e sócio da Nomus, Thiago Leão. Daí a importância do planejamento e do controle operacional para a eficiência dos negócios industriais.

Centralizar informações e alinhar a comunicação
Para reverter esse quadro, o uso de ferramentas de acompanhamento de processos surge como um passo fundamental. Elas centralizam as informações e alinham a comunicação entre os diferentes setores da empresa.

Uma dessas ferramentas é a planilha de produção, que permite mapear cada etapa do trabalho. Com ela, o gestor visualiza quem está executando cada tarefa, o status atual do pedido e o tempo gasto em cada fase. Isso elimina gargalos antes que eles virem um atraso real.

Outra ferramenta é a planilha para controle de estoque, que evita a falta de material, assim como o capital parado em excesso de mercadoria. Registrar entradas, saídas e definir um estoque mínimo garante fluxo contínuo.

Nesse sentido, o ERP pode integrar informações de produção e estoque para melhorar o controle operacional e reduzir desperdícios. “O ERP ajuda a centralizar informações e conectar diferentes áreas de uma empresa. Com a integração entre produção e estoque, por exemplo, a indústria consegue acompanhar o consumo de materiais em tempo real, planejar melhor a reposição de insumos e reduzir perdas, tornando a operação mais eficiente e competitiva”, aponta Leão.

A automação e a organização das rotinas trazem benefícios para o negócio. Um deles é a redução de erros, tendo em vista que processos padronizados deixam menos margem para falhas humanas ou esquecimentos.

Outra vantagem é o cumprimento de prazos, já que, com a produção mapeada, a estimativa de entrega se torna real e confiável para o cliente. Outro benefício é a otimização de recursos, ou seja, o desperdício de tempo e de insumos diminui, refletindo diretamente na margem de lucro.

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