
Peru: ApexBrasil identifica 1.450 oportunidades de negócios para exportadores brasileiros
Em resumo
Um novo estudo da ApexBrasil revelou mais de 1.450 oportunidades comerciais para produtos brasileiros no Peru, detalhando um mercado de US$ 340,3 bilhões. Setores como automotivo, máquinas, infraestrutura e produtos industriais apresentam grande potencial para exportação. Em 2025, as exportações brasileiras para o Peru alcançaram US$ 3,2 bilhões, com crescimento impulsionado por petróleo bruto, autopeças e veículos. A relação comercial é favorecida pelo Acordo de Complementação Econômica nº 58.
| Setor | Negócios e Indústria |
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| Publicado em | |
| Autoria | Redação Indústria S/A |
| Tempo de leitura | 3 min |
Peru reúne mais de 1.450 oportunidades de negócios para exportadores brasileiros. Descrição da imagem: Peru and Brazil flags together realtions textile cloth fabric texture
Estudo da ApexBrasil detalha mercado de US$ 340,3 bilhões e aponta potencial em setores como automotivo, máquinas, infraestrutura e produtos industriais
Novo estudo técnico da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou mais de 1. 450 oportunidades comerciais para produtos brasileiros no Peru. O Perfil de Comércio e Investimentos – Peru detalha o panorama de uma economia com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 340,3 bilhões e população de 34,6 milhões de habitantes, com oportunidades especialmente em máquinas e equipamentos de transporte, produtos químicos, artigos manufaturados e bens voltados à infraestrutura.
Em 2025, o intercâmbio comercial entre Brasil e Peru movimentou US$ 4,6 bilhões. Desse total, as exportações brasileiras responderam por US$ 3,2 bilhões.
As vendas brasileiras ao mercado peruano cresceram 10,1% em 2025 na comparação com o ano anterior, impulsionadas principalmente pelos embarques de petróleo bruto, autopeças, equipamentos de engenharia civil, produtos siderúrgicos e veículos. Entre janeiro e julho de 2026, as exportações avançaram 24,3%, com destaque para o crescimento das vendas de barras de ferro e aço.
Setor automotivo e infraestrutura em destaque O setor automotivo é um dos principais pilares da relação comercial entre os dois países. Veículos de carga, veículos rodoviários, automóveis de passageiros e autopeças responderam, juntos, por mais de US$ 800 milhões das exportações brasileiras para o Peru em 2025.
O levantamento também identifica espaço para ampliar a presença brasileira em produtos industriais e de maior valor agregado. Entre as oportunidades estão produtos de ferro e aço, alimentos para animais, pneus, motores, peças industriais, equipamentos mecânicos, plásticos, produtos de iluminação e insumos farmacêuticos.
A agenda de investimentos em infraestrutura, logística e mineração no Peru amplia esse potencial. Um dos destaques é o Porto de Chancay, que fortalece a posição do país como plataforma logística entre a América do Sul e a Ásia-Pacífico. A nova estrutura pode contribuir para a redução de custos logísticos e para a ampliação dos fluxos comerciais, criando novas possibilidades para empresas brasileiras, especialmente das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste.
Livre comércio e investimentos O acesso ao mercado peruano é favorecido pelo Acordo de Complementação Econômica nº 58 (ACE 58), entre Mercosul e Peru, vigente desde 2006. O acordo garante livre comércio para 99,8% das linhas tarifárias, abrangendo praticamente toda a pauta exportadora brasileira. Produtos importantes, como veículos, petróleo, produtos siderúrgicos e máquinas, ingressam no país com tarifa zero. O Peru também não aplica medidas de defesa comercial contra produtos brasileiros.
Em 2026, novas aberturas de mercado ampliaram as possibilidades para o agronegócio, com a autorização das exportações brasileiras de sementes de pimenta e pólen de batata, além da habilitação de novas unidades para exportação de material genético animal.
A relação bilateral também se estende aos investimentos. Em 2024, o estoque de investimento peruano no Brasil alcançou US$ 361,2 milhões, posicionando o Peru como a quinta principal origem de investimento sul-americano no país.
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